
ANTÔNIO FREDERICO OZANAM
FUNDADOR DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO
“EU GOSTARIA DE REUNIR O MUNDO INTEIRO NUMA REDE DE CARIDADE.”
O QUE É A SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO
“A Sociedade de São Vicente de Paulo é uma organização católica internacional de leigos, fundada em Paris, no ano de 1833, por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros ...”
A Sociedade São Vicente de Paulo é identificada pela sigla SSVP e seus membros que, de um modo geral são chamados de vicentinos, recebem o nome de confrade (ou consócia), no âmbito desta Sociedade.
A Sociedade visa, antes de tudo, a santificação de seus membros por meio do exercício da caridade, sob a forma de prestação de serviço ao irmão carente.
Seja onde for, o que for e para quem for, se algo existe a ser feito para aliviar a miséria espiritual e o sofrimento corporal, lá existe trabalho específico para a SSVP.
Enfim, a SSVP estende seus serviços a todos que deles necessitem, independentemente de idade, cor, raça, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social.
Como nasceu a SSVP
O fundador da SSVP foi um jovem francês chamado Antônio Frederico Ozanam qu, na época, freqüentava a Universidade de Paris – a Sorbonne.
Naquele tempo, reinava na França um clima de perseguições religiosas. A Igreja estava sendo atacada por todos os lados, com o integral apoio do Governo. A Universidade não constituía exceção e parecia até ter sido especialmente escolhida para servir de palco a esta deplorável luta.
Os ataques à Igreja aumentavam a cada dia. A freqüência e a intensidade destas investidas faziam pairar ameaças assustadoras, não só sobre a França como nação mas, principalmente, sobre as famílias que ainda procuravam cultivar os bons costumes. A filosofia materialista da época procurava extirpar dos corações dos cristãos a virtude da fé; qualificava a caridade como ato abominável e encorajava os jovens à prática de libertinagem.
O desvirtuamento dos princípios morais, as distorções dos costumes e as divergências de credo político e religioso assumiram proporções desastrosas e intoleráveis e, para complementar este quadro angustiante, o conde Saint-Simom lançou uma doutrina denominada “Cristianismo Novo”, que pretendia, como se isso fosse possível, adaptar o verdadeiro cristianismo às tolerâncias e às convivências político-econômicas da época.
Assistindo apática a toda esta incontrolável turbulência, havia, na França, duas classes sociais bem definidas: os ricos e os pobres. Os ricos eram realmente muito ricos e viviam em suas suntuosas mansões cercados de requintada mordomia, sem que nada lhes faltasse. Os pobres, carentes de todos os recursos básicos e condenados a toda sorte de restrições, eram ignorados e atirados à própria sorte, sendo que muitos deles morriam de fome e frio, ao relento.
A implacável perseguição à Igreja, o materialismo que se pretendia impingir, principalmente aos jovens, e a discordância das condições de vida – uns vivendo na opulência e outros morrendo na miséria – impressionaram tanto ao Jovem Frederico Ozanam e a alguns de seus companheiros de Universidade que os levaram, como autênticos católicos que eram, a procurar meios eficazes de combater e reparar todas estas injustiças.
Como primeira tentativa, criaram, com a ajuda de Bailly, um jornalista católico, o grêmio denominado “Conferência de História”, uma entidade aberta a todos os jovens que quisessem debater, com ampla liberdade, qualquer assunto pertinente à história, literatura, filosofia ou religião. Acreditava Ozanam que as divergências de opiniões, principalmente as de caráter religioso, suscitassem nos jovens, se não a necessidade, pelo menos a curiosidade de uma conscienciosa investigação de verdade, o que, certamente, mais cedo ou mais tarde, iria levá-los até a Verdade Revelada – O Evangelho.
Todavia, os resultados não se mostraram satisfatórios, tanto mais que a “Conferência de História” foi se transformando, pouco a pouco, num reduto de ímpios e materialistas, que não tinham outra intenção senão a de questionar e atacar a Igreja Católica.